expxdev
v0.7.0
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CLI do metodo Expx: instala, atualiza e opera o ecossistema de skills, e sobe o painel de operacao
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O CLI do método Expx — instala, atualiza e diagnostica o ecossistema de skills para Claude Code e OpenCode, e sobe o painel de operação.
Precisa apresentar o método para o seu time? A apresentação completa é um deck técnico navegável — pronto para um dev sênior ou CTO usar em reunião de engenharia, mostrando como o time passa a trabalhar com IA usando a stack Expx de ponta a ponta.
npx expxdev initO init busca as skills que você escolher nos repositórios oficiais, empacota apenas as
selecionadas como um plugin local chamado expx e configura o harness. Os comandos ficam
com namespace no Claude Code (/expx:sprintx-sprints) e sem namespace no OpenCode
(/sprintx-sprints).
A instalação é travada por lock; a atualização é um ato explícito. Quem clona o projeto recebe exatamente as mesmas skills que o time está usando, sem rede e sem rodar nada. Quem atualiza decide quando, vendo antes o que muda.
Logo depois do init, dentro do Claude Code:
/expx:onboardingSem isso, cada camada instalada roda em modo degradado na primeira vez que alguém a usa —
sprintx planeja pela estrutura de pastas em vez de convenção real, runx investiga sem
contexto de produto. O onboarding fecha essa lacuna antes que ela apareça no meio de um
plano: veja A primeira coisa a rodar.
Índice
| | |
|---|---|
| O problema que o método resolve | por que existe um método, e não só um prompt melhor |
| O ecossistema | as nove skills, o que cada uma faz e quando usar |
| Como as peças se encaixam | o fluxo de ponta a ponta, com o diagrama |
| As três camadas de garantia | skill, hook e agente — da mais fraca à mais forte |
| Os dois contratos | expx-schema e expx-eventos, o que faz tudo se encaixar |
| O que fica no seu projeto | cada pasta, quem escreve e quem lê |
| Subcomandos · Lock e atualização · Doctor · Painel | a referência do CLI |
| Anatomia do init | o que roda, em que ordem, e por quê |
| /expx:onboarding | o comando que mapeia as camadas instaladas antes do primeiro plano |
| A memória do projeto | o que já se sabe sobre este arquivo, antes de mexer nele |
| Segurança · Desenvolvimento | limites e arquitetura interna |
O problema que o método resolve
Pedir a um agente de IA para construir uma feature funciona — até a segunda hora. O plano era vago o bastante para o agente ter que decidir sozinho no meio da implementação, então ele decide: escolhe um padrão que não é o do projeto, escreve o teste na pasta que o runner não olha, refatora três arquivos que ninguém pediu, e entrega um diff de 600 linhas em que as quatro que importam estão perdidas. Nada disso exige um modelo ruim — exige um modelo prestativo trabalhando sem as restrições que um desenvolvedor experiente aplicaria por instinto.
O método Expx é o conjunto dessas restrições, escrito. Ele parte de quatro apostas:
- Todo o esforço vai para o planejamento. Uma pergunta feita durante a execução é sempre uma falha da fase de planejamento. Se a ambiguidade foi eliminada antes, a execução pode ser autônoma sem virar aposta.
- Nada avança sem critério verificável. Task, fase e sprint têm portão de aceite binário, sem adjetivo. TDD não é sugestão: o teste vem antes, e a task só fecha com a suíte inteira verde.
- O escopo é travado no que a investigação provou. O que não está no plano não é tocado. Melhoria avulsa vira registro de dívida, nunca um brinde no diff.
- Quem implementa não aprova. O QA e a auditoria são papéis distintos, e os agentes que os executam têm acesso somente de leitura — o que transforma "aponta, não corrige" de promessa em impossibilidade técnica.
Este repositório é o centro do ecossistema: o CLI que instala e mantém as skills, e o painel que lê o que elas gravam.
O ecossistema
| Skill | O que faz | Quando usar |
|---|---|---|
| sprintx | Planeja e executa features novas em seis fases: ingestão → descoberta → plano → orquestrador → auditoria → execução. Todo o esforço vai para o planejamento, e a execução é autônoma porque a ambiguidade já foi eliminada. | Construir algo que não existe |
| runx | A metade Run: ocorrências de manutenção em produção, em cinco estágios — investigação com causa raiz comprovada, plano, fix sob TDD, QA independente e relatórios de fechamento. | Corrigir, ajustar ou investigar o que já está no ar |
| legadox | Camada que endurece o trabalho em projetos legados. Não acrescenta fase: muda o rigor de cada uma, proporcional ao raio de impacto da mudança. | Mexer em código sem testes ou sem dono |
| stackx | Camada que descobre o dialeto técnico do repositório — convenções, padrões e aderência — para o código novo parecer com o que já existe. | Entrar em base desconhecida |
| mergex | Versionamento, entrega e revisão: branch, um commit por task, portão de prontidão, descrição de PR, pacote de QA e abertura do pull request. | Levar o trabalho pronto até o merge |
| memox | Camada de memória: indexa os artefatos já fechados — relatórios, causas raiz, decisões, QA, entregas — e responde o que já se sabe sobre um arquivo antes de alguém mexer nele. | Saber se este arquivo já quebrou antes |
| prodx | Camada de produto: recebe o pedido cru, tria, verifica se o que foi pedido já existe e emite um veredito com evidência para assinatura humana. Três dos quatro vereditos encerram o pedido sem gerar código. | Decidir se vale fazer, antes de planejar |
| buildx | Orquestra um projeto inteiro, da descrição ao sistema pronto: mapeia o escopo completo, decide a stack e conduz prodx → stackx → sprintx → mergex feature a feature, recursivamente, até o fim. | Construir um sistema do zero, não uma feature isolada |
| designx | Camada de design: cartografa o design system do projeto e audita conformidade visual contra ele. | Garantir consistência visual quando o projeto tem UI |
Camadas (legadox, stackx, memox, prodx, designx) sozinhas não fazem nada — elas
modificam o comportamento de sprintx e runx. O CLI avisa se você selecionar uma camada sem
base, mas nunca impede.
A prodx é a única que roda antes das outras: ela decide se existe trabalho; as demais
tratam de como fazê-lo. Sem ela, o método planeja com rigor uma feature que não deveria
existir — o desperdício mais caro de uma software house, porque passa em todos os testes.
Build e Run são a mesma disciplina
sprintx e runx não são dois métodos: são o mesmo método com gatilhos diferentes.
| | sprintx (Build) | runx (Run) | |---|---|---| | Gatilho | feature nova, planejada do zero | ocorrência num sistema em produção | | Entrada | uma ideia, um requisito | um chamado, ticket ou relato de cliente | | Estágios | F1…F6 (ingestão → execução) | E1…E5 (investigação → relatório) | | Saída | a feature entregue | a ocorrência encerrada, com dois relatórios |
As duas compartilham exatamente os mesmos contratos: base de conhecimento antes de qualquer plano, hierarquia sprint → fase → task, TDD obrigatório com no mínimo dois testes por task, critério de aceite verificável em toda transição, paralelismo declarado no plano e execução autônoma guiada por um arquivo orquestrador.
Muda o gatilho e o tamanho. Nunca o rigor.
Como as peças se encaixam
Em uma frase: prodx diz se vale fazer, stackx diz como este projeto escreve código,
legadox diz o quanto ter medo, sprintx e runx fazem o trabalho, mergex entrega, e o
expxdev instala todos e mostra o andamento.
A composição concreta, skill a skill:
| Quando a camada existe | O que muda na sprintx | O que muda na runx |
|---|---|---|
| docs/stack/CONVENCOES.md (stackx) | a ingestão lê as convenções; a descoberta transforma cada PROPOSTA em pergunta; o plano define caminho do teste, camada e padrão de erro por task, em vez de deixar para o executor; a auditoria roda a verificação de aderência | a investigação consulta o cartucho conforme o sintoma; o fix obedece o padrão de teste e o isolamento de banco |
| docs/legado/PERFIL.md (legadox) | cada fase ganha rigor proporcional ao raio: caracterização antes de alterar, orçamento de diff por task, plano de reversão, aprovação humana em raio ALTO | idem, sobre os cinco estágios |
| mergex instalada | abre a branch no início da F6, commita cada task, e entrega ao fim | abre a branch no início do E3, e entrega entre o E4 e o E5 |
| docs/produto/ com veredito assinado (prodx) | a F1 recebe o BRIEFING.md como entrada, e o plano referencia o PD-ID de origem | o BRIEFING.md vira o 00-OCORRENCIA.md, com o tipo já classificado e o comportamento intencional já verificado |
A ausência nunca quebra. Sem
CONVENCOES.md, semPERFIL.md, sem amergexou sem aprodx, as outras skills se comportam exatamente como se comportariam sem elas. Insumo que não existe vira aviso do que falta — nunca invenção, e nunca um erro que trava o trabalho.
Uma regra de precedência que evita o pior colateral
stackx descreve o que deve ser seguido daqui pra frente. legadox descreve o que
existe hoje, incluindo os dialetos conflitantes. Em projeto novo, só o stackx governa. Em
projeto legado, na área tocada manda o padrão local descrito no PERFIL.md; o stackx governa
apenas código novo, em arquivo novo.
Sem essa regra, a IA "moderniza" arquivo antigo achando que está obedecendo convenção — o colateral mais perigoso que existe, porque vem com a justificativa de estar seguindo uma regra.
As três camadas de garantia
Uma regra escrita na skill é uma instrução — e instrução é coisa que o modelo pode esquecer na task 14 de uma execução longa, justamente quando o trabalho é grande e o risco é maior. Por isso o método tem três camadas, e cada uma cobre o que a anterior não garante:
- A skill instrui. É o método escrito: fases, contratos, regras invioláveis, templates.
- O hook barra. Script determinístico, executado pelo harness e não pelo modelo. Roda sempre, porque não depende de ninguém lembrar.
- O agente julga. Roda em contexto próprio, com ferramentas restritas — não vê o raciocínio de quem produziu o trabalho, e não tem como corrigir o que encontra.
Todo hook de método nasce em modo aviso
| Modo | Comportamento | Quando promover |
|---|---|---|
| aviso | registra no rastro, não bloqueia | estado inicial de todo hook de método |
| bloqueio | barra a ação e devolve o motivo ao modelo | só depois de rodar semanas sem falso positivo |
A razão é prática: hook que dá falso positivo é desinstalado, e junto com ele vão os que
funcionavam. A exceção são os hooks de segurança, que nascem em bloqueio e falham fechados
— segredo commitado não tem volta, e o falso positivo ali é raro.
A promoção é decisão humana, tomada olhando as violações que o rastro acumulou. O modo de cada
hook vive em .expx/hooks.json, e cada skill traz um doctor que mostra o estado atual.
Os agentes do ecossistema
| Agente | Usado por | Ferramentas | Papel |
|---|---|---|---|
| auditor-plano | sprintx F5 | leitura apenas | Fura o plano antes de ele virar código |
| revisor-testes | sprintx, runx | leitura apenas | Responde: esse teste passaria com a implementação errada? |
| qa | runx E4 | leitura + rodar suíte | Valida contra os critérios; não corrige |
| investigador | runx E1, legadox | leitura + busca | Monta a base e prova a causa raiz |
| cartografo | stackx, legadox | leitura + histórico | Varre o repositório e extrai convenção ou perfil |
Os agentes de veredito —
auditor-plano,revisor-testes,qa— têm acesso somente de leitura. Um agente sem restrição declarada herda todas as ferramentas no Claude Code, o que destruiria exatamente a garantia que justifica o agente existir.
Hooks e agentes vivem hoje nos repositórios das skills, instalados a partir de cada um. O
init monta o plugin com as skills e os comandos; a camada determinística de cada skill segue
o contrato expx-eventos, documentado abaixo.
Os dois contratos compartilhados
As nove skills não se conhecem por código: elas se encontram em dois contratos escritos. É isso que permite instalar três delas e não as outras duas, atualizar uma sem tocar nas demais, ou escrever uma sexta amanhã.
| Contrato | O que padroniza | Quem escreve | Quem lê hoje |
|---|---|---|---|
| expx-schema v1 | o frontmatter YAML de todo arquivo de estado — plano, tasks, bloqueios, QA, relatórios | as skills | o painel |
| expx-eventos v1 | o rastro append-only docs/eventos/<trabalho_id>.jsonl, e o comportamento de hooks e agentes | as skills e os hooks | as próprias skills e o doctor de cada uma |
O painel desta versão lê apenas o
expx-schema— o estado. A leitura do rastro de eventos está especificada no contrato e ainda não implementada no painel.
O estado responde "onde está"; o rastro responde "o que aconteceu e quando".
---
expx_schema: 1
expx_tool: runx # sprintx | runx — quem escreveu
kind: tasks
trabalho_id: OC-2026-0142
atualizado_em: 2026-08-29
tasks:
- id: T-01.01
status: concluida
criterio_aceite: O teste falha antes do fix e passa depois
suite: verde
---{"ts":"2026-08-29T14:32:10Z","expx_eventos":1,"trabalho_id":"OC-2026-0142",
"ferramenta":"runx","origem":"hook","evento":"task_concluida","fase":"e3",
"task":"T-01.02","agente":"principal","resultado":"ok","detalhe":"suite verde, 14 testes"}Os kinds compartilhados entre sprintx e runx — orquestrador, sprint, fases, tasks,
bloqueios, base_indice — são idênticos campo por campo; o campo expx_tool diz qual
das duas escreveu. A máquina lê o YAML e o JSONL; a pessoa lê a prosa abaixo deles.
Uma consequência que não estava prevista: o rastro dá o esforço real por task sem ninguém
anotar nada, e é isso que calibra a estimativa da sprintx nas features seguintes.
O que fica no seu projeto
<trabalho_id> é o mesmo identificador em todas as skills: o <slug-da-feature> da sprintx
ou o <OC-ID>-<slug> da runx. Um trabalho, um nome, do plano até a entrega — é o que
permite ao painel juntar o plano, o raio de impacto, a entrega e o rastro numa linha do tempo
só.
Subcomandos
| Comando | O que faz |
|---|---|
| expx init | Instala as skills escolhidas neste projeto |
| expx panel | Sobe o painel de operação lendo o docs/ do projeto |
| expx add <skill...> | Acrescenta skills à seleção e remonta o plugin |
| expx remove <skill...> | Remove skills da seleção e remonta o plugin |
| expx update [skill...] | Atualiza as skills instaladas |
| expx doctor | Diagnostica uma instalação quebrada |
O painel funciona sem init: ele não precisa de nada instalado.
Flags do init
A seleção é feita por flag — a escolha é declarativa, o que faz a mesma linha servir ao seu terminal e ao CI:
npx expxdev init --skills sprintx,runx,mergex --harness claude,opencode --yes| Flag | Efeito |
|---|---|
| --skills <lista> | Skills a instalar, separadas por vírgula. Repetível |
| --harness <lista> | claude, opencode, ou os dois. Padrão: claude |
| --yes / --sim | Aplica sem exigir terminal interativo |
Todas aceitam também a forma --flag=valor.
Sem terminal interativo e sem --yes, o init imprime o que instalaria e sai sem
escrever nada — é o modo de simulação, e é o que protege um CI de escrever por engano.
A seleção interativa — escolher as skills numa lista, em vez de digitá-las — está planejada e ainda não implementada; o plano vive em
docs/selecao-interativa-init/. Hoje oinitnão faz nenhuma pergunta: com--yesou com TTY, ele aplica direto.
Anatomia do init, passo a passo
Para cada skill selecionada, em ordem:
- Resolve a versão alvo. Busca a maior tag de versão semântica do repositório —
comparando número a número, porque ordenar como texto colocaria
v1.10.0antes dev1.2.0. Pré-lançamento (-rc.1) é ignorado: não é versão publicada. Sem nenhuma tag, cai para a branch padrão e avisa explicitamente que aquela skill não está travada. - Busca o conteúdo com
git clone --depth 1 --branch <referência>— clone raso, usando ogitdo sistema. É de propósito: assim ele aproveita a credencial já configurada na máquina (repositório privado funciona sem CLI nenhum saber de token) e não esbarra em limite de requisição de API. - Detecta o layout. Os repositórios das skills não têm todos a mesma forma: alguns trazem
a skill embutida em
.claude/skills/<nome>/, outros numa pastaskill/na raiz. O CLI não assume caminho: procura oSKILL.mdmais raso e adota a pasta dele como raiz, depois confere que oname:do frontmatter é mesmo a skill pedida. Um layout novo passa a funcionar sem tocar nesta camada. - Verifica os caminhos. Recusa qualquer skill que referencie caminho fora da própria pasta — a razão está logo abaixo.
- Calcula o hash de cada arquivo e registra no lock, junto com repositório, referência, commit e a data de resolução.
Uma skill que falha não derruba as outras: o erro dela é reportado nominalmente e o init
segue com as demais. Você fica sabendo exatamente qual não entrou e por quê.
Só depois do loop é que a escrita acontece, e ela é atômica: a montagem inteira ocorre numa
pasta temporária ao lado do destino — não em /tmp, porque rename só é atômico dentro do
mesmo sistema de arquivos — e é trocada por rename ao final. Se falhar no meio, o .expx/
anterior é devolvido ao lugar e permanece intacto.
Por fim, o harness é configurado: .claude/settings.json é mesclado — com backup datado,
preservando todo o resto, e recusando-se a "consertar" JSON inválido — e o .opencode/ é
materializado se você escolheu o OpenCode.
Sobre o registro do plugin. Declarar o marketplace no
settings.jsondo projeto não instala o plugin — isso foi verificado em execução, não presumido da documentação. Oinitchamaclaude plugin marketplace addeclaude plugin install. Como esse registro grava um caminho absoluto na configuração do usuário, ele não viaja no commit: cada pessoa rodaexpx initna própria máquina. Sem o binárioclaudeno PATH, o.expx/é montado normalmente e o CLI imprime os dois comandos para você rodar à mão.
A primeira coisa a rodar depois do init
/expx:onboardingstackx, designx, legadox, memox e prodx sabem cada uma mapear a própria camada —
stackx descobre o dialeto técnico do repositório, designx cartografa o design system,
legadox perfila um projeto legado, memox indexa os artefatos já fechados, prodx monta o
contexto de produto. O que faltava era quem decidisse, na primeira vez que alguém abre um
projeto com várias camadas instaladas, o que já foi mapeado, o que falta, e em que ordem
rodar o resto — em vez da pessoa descobrir isso comando por comando.
É um comando fixo do plugin, não de uma skill: não pertence a nenhuma camada, porque só orquestra as que já existem. Ele nunca reimplementa o critério de detecção de nenhuma delas — só lê o artefato que cada uma produz e chama o comando de verdade.
O que ele faz, em ordem
- Descobre o que está instalado, entre as cinco camadas que produzem mapeamento inicial —
runx,sprintx,mergexebuildxnunca entram nesta lista, porque elas só consomem o que essas cinco geram. - Verifica o que já foi mapeado, pela presença do artefato de cada camada
(
docs/stack/CONVENCOES.md,docs/design-system/DESIGN-SYSTEM.md,docs/legado/PERFIL.md,.expx/memoria/indice.json,docs/produto/PRODUTO.md). Camada já mapeada nunca é sobrescrita — redetecção é trabalho de cada camada (/stackx-atualizare equivalentes), não deste comando. - Monta a fila só com o que é pendente, na ordem de dependência:
prodx→stackx→designx→legadox→memox.designxsó entra com sinal de UI no projeto;stackxsó com sinal de código de verdade;legadoxpergunta uma vez, porque legado é decisão de quem conhece o projeto — nenhuma evidência de código prova isso sozinha. - Executa uma camada de cada vez, nunca em paralelo: uma pode se apoiar no que a anterior
deixou (
designxreferenciastackx, por exemplo). Uma camada que falhar é registrada e não derruba as outras. - Fecha com uma tabela-resumo — instalada, estado antes, ação tomada, artefato gerado — e
uma linha dizendo o que mudou: as camadas mapeadas passam a valer de verdade para
sprintx,runxemergexna próxima vez que alguém trabalhar no projeto.
Onde ele vive.
nucleo/commands/onboarding.mdneste repositório — copiado sempre paracommands/na raiz de todo plugin montado, junto com as skills selecionadas, do mesmo jeito que o resto donucleo/viaja por cópia. Por isso/expx:onboardingestá disponível mesmo que você não tenha escolhido nenhuma camada de mapeamento: nesse caso ele só avisa, em uma linha, que não há nada para orquestrar.
Versão, lock e atualização
O expx-lock.json guarda, por skill: o repositório, a referência resolvida, se ela está
travada em versão publicada, o commit exato, a data e o hash de cada arquivo. É esse
último campo que permite detectar modificação local sem consultar a rede.
O que o update faz
- Descobre a versão alvo de cada skill instalada
- Compara com o lock — skill já em dia é reportada e não é tocada
- Detecta modificação local: se os arquivos divergirem do lock, não sobrescreve
- Mostra o resumo por skill: versão atual, versão nova, e o que mudou
- Bloqueia skill que exija uma versão de
expx-schemamaior que a suportada - Pede confirmação e aplica
- Remonta o plugin do zero, reescreve o lock e valida
| Flag | Efeito |
|---|---|
| (sem argumento) | Atualiza todas as skills instaladas |
| <skill...> | Atualiza apenas as nomeadas |
| --check | Só mostra o que mudaria, não aplica nada |
| --to <ref> | Fixa uma skill numa tag ou commit específico — exige nomear exatamente uma skill |
| --yes / --sim | Aplica sem exigir terminal interativo |
A aplicação remonta o plugin do zero com a seleção inteira do lock, em vez de editar a árvore montada. É mais lento e é de propósito: editar no lugar deixa arquivo órfão quando uma skill encolhe entre versões.
--latesté aceito pelo parser mas hoje não altera o comportamento — a resolução segue sempre a maior tag, ou a branch padrão quando não há tag.
Rollback. Como
.expx/é commitado, desfazer uma atualização é revertê-lo pelo versionador (git checkout -- .expx). Oupdatediz isso em toda execução que aplica.
O que o doctor verifica
npx expxdev doctorQuatorze verificações, cada uma com severidade e correção sugerida. Achado de severidade aviso
não derruba a saída; erro sim.
| Verificação | Severidade |
|---|---|
| .expx/ existe | erro |
| lock legível | erro |
| lock não é de uma versão futura do CLI | erro |
| plugin.json válido | erro |
| marketplace.json válido | erro |
| skill do lock presente em disco | erro |
| nenhuma skill referencia caminho fora da própria pasta | erro |
| .claude/settings.json presente | erro |
| plugin habilitado no settings.json | erro |
| sem colisão de nome entre Claude Code e OpenCode | erro |
| hook instalado tem o motor da skill ao lado | erro |
| .gitignore não ignora o .expx/ | erro |
| disco não divergiu do lock (modificação local) | aviso |
| skill travada em versão publicada | aviso |
Por que "hook sem motor" é erro. Todo caminho de falha dos hooks do memox termina em
exit 0, de propósito: falha aberta nunca trava o prompt de quem está trabalhando. O preço é que uma instalação quebrada fica indistinguível de um projeto sem artefatos — silêncio dos dois lados. Odoctoré o único lugar onde a diferença aparece.
Por que "caminho fora da própria pasta" importa. Ao instalar, o Claude Code copia o plugin para
~/.claude/plugins/cache/<marketplace>/<plugin>/<versão>/, e só a pasta do plugin vai junto. Qualquer../dentro de uma skill sai da árvore copiada e deixa de resolver — silenciosamente. O CLI recusa instalar uma skill assim, tanto noinitquanto nodoctor.
O painel
npx expxdev panelLê a pasta docs/ do projeto, descobre os trabalhos gravados pelas skills e mostra no
navegador o que foi planejado, o que está em execução, o que travou e o histórico do que já foi
entregue. Ele lê o estado gravado sob o contrato expx-schema: o frontmatter YAML de cada
arquivo de plano, task, bloqueio, QA e relatório.
Somente leitura, e não só por convenção. Qualquer requisição que não seja GET recebe
405 com a mensagem o painel e somente leitura. O servidor escuta exclusivamente em
127.0.0.1 — o host é constante no código, sem flag, opção ou variável de ambiente que mude
isso.
Ele observa o docs/ e atualiza sozinho: quando um arquivo muda, o navegador recebe o estado
novo por websocket, sem recarregar a página. A cada mudança o projeto é relido inteiro, não
em pedaços — as regras de conformidade cruzam referências entre arquivos, e uma leitura parcial
produziria violação falsa.
O que ele reconhece
O painel não varre todo .md do projeto: procura os nomes de arquivo do contrato —
ORQUESTRADOR.md, tasks.md, fases.md, sprint.md, 01-CAUSA-RAIZ.md, QA.md,
tecnico.md, uso.md e os demais. A razão é que muitos .md legítimos não têm frontmatter, e
varrer por extensão encheria a tela de "fora do schema" com ruído.
Um trabalho é uma pasta com ORQUESTRADOR.md de frontmatter válido — a regra é sobre o
conteúdo, não sobre o caminho. Pasta sem orquestrador é ignorada em silêncio.
Além do estado, o painel lê o índice da memox, quando ele existe, e
o mostra na seção Memória — o que já se sabe sobre cada arquivo antes de alguém mexer nele.
Ele não observa .expx/: é lá que o índice é gravado, e observá-lo faria a reindexação
realimentar a recarga da tela sem dado novo nenhum.
Ele também aponta violações do método
Além de mostrar o andamento, o painel confere o que leu contra as regras do método e lista o que não bate:
| Violação | O que significa |
|---|---|
| teste_ausente | task sem teste de integração ou funcional declarado |
| regressao_ausente | ocorrência do tipo bug sem o teste que reproduz |
| concluida_sem_verde | task marcada como concluída sem a suíte verde |
| paralela_com_dependencia | task declarada paralelizável mas com dependência aberta |
| sem_criterio_saida | fase ou sprint sem critério de saída |
| dependencia_inexistente | task que depende de um id que não existe |
| ciclo_dependencia | duas ou mais tasks que se esperam em círculo |
| estagio_incoerente | estágio declarado que não combina com o estado dos arquivos |
| bloqueio_antigo | bloqueio parado há mais dias que o limite configurado |
A distinção importa e tem duas telas separadas:
- Violação — o painel leu o arquivo, e o conteúdo desobedece uma regra do método. Isso é um achado sobre o trabalho.
- Rejeição — o painel não conseguiu ler: sem frontmatter, YAML inválido,
kinddesconhecido, ou versão de schema mais nova que a suportada. Isso é um achado sobre o arquivo, e ele fica de fora do painel até ser corrigido.
Cada regra tem escopo estreito de propósito, porque violação falsa é pior que violação
ausente: regressão não é cobrada de trabalho da sprintx nem de ocorrência que não é bug, e
critério de saída não é exigido de fase que não o declara por não existir.
| Flag | Padrão | O que faz |
|---|---|---|
| --porta <n> | 4000 | porta do servidor local |
| --dir <caminho> | ./docs | pasta de documentação a observar |
| --no-open | — | não abre o navegador |
| --dias-bloqueio <n> | 7 | dias a partir dos quais um bloqueio é antigo |
A memória do projeto
Uma software house resolve o mesmo tipo de problema repetidamente. Bug de arredondamento numa faixa de peso hoje; bug parecido no cálculo de comissão em três meses. Quem lembra do primeiro resolve o segundo em vinte minutos — e quem não lembra não sabe que deveria perguntar.
A memox resolve isso indexando o que as outras
skills já gravaram. Ela é um índice invertido, não uma busca semântica: a pergunta real não
é "o que é parecido com isto", é "quem já mexeu neste arquivo e por quê" — e isso é uma string
exata. Resposta de índice aponta artefato e data, então dá para abrir e conferir; recuperação
semântica erra em silêncio, devolvendo algo plausível com a mesma confiança do certo.
O índice fica em .expx/memoria/indice.json, é local e gitignorado, e se reconstrói do
zero a qualquer momento:
python3 .claude/skills/memox/assets/memox.py indexarO que o painel mostra
A seção Memória do painel lê esse índice e mostra quatro coisas:
| Seção | O que responde | |---|---| | Arquivos de risco | quais arquivos acumulam sinal, ordenados por regressões, depois reprovações de QA, depois número de trabalhos | | Regressões | onde um trabalho reabriu o que outro já tinha alterado — com a evidência e os dois artefatos de origem | | Coincidências de arquivo | vínculos que não viraram regressão, com o motivo | | Artefatos contaminados | onde o memox detectou segredo, para você ir corrigir na origem |
A ordenação por regressão, e não por movimento, é deliberada: um arquivo central é tocado por dezenas de trabalhos sem nunca ter falhado. Ordenar por contagem colocaria justamente ele no topo, enterrando embaixo o arquivo que já quebrou duas vezes.
Coincidência não vira regressão por parecer plausível. Um vínculo só é registrado como regressão quando as três condições valem juntas: um arquivo apontado pela causa raiz do trabalho posterior está entre os que o anterior alterou; a ordem cronológica está estabelecida; e a causa do posterior é comprovada, não hipótese. Faltando qualquer uma, o vínculo aparece na tabela de coincidências com o motivo escrito — é isso que impede o sinal mais valioso do índice de virar ruído.
Esta seção não respeita o filtro de período, ao contrário das demais. O valor do sinal é justamente o antigo: um arquivo que regrediu há dois anos continua sendo um arquivo que regride.
Quando não há índice
Este é o caso comum, não um erro: o índice é local e não vai para o repositório, então um clone recém-feito não tem nenhum. A tela mostra o comando que o gera e não reclama de nada. O painel nunca invoca o motor — ele é Python, roda fora do painel, e o painel é somente leitura.
Índice corrompido (lido no instante em que o motor o reescreve) ou gravado numa versão de formato desconhecida cai no mesmo estado: a memória fica vazia, o resto do painel segue funcionando. Degradar mostrando, nunca quebrar.
Segurança e limites
- Nunca pede nem armazena credencial. Repositório privado usa a credencial de git já configurada na máquina.
- Nunca escreve fora da raiz do projeto.
- Nunca escreve uma skill. O CLI busca e empacota; jamais edita conteúdo de skill.
- Escrita atômica. A montagem acontece em pasta temporária e é trocada por
renameao final: se falhar no meio, o.expx/anterior permanece intacto. - O painel é somente leitura, e escuta apenas em
127.0.0.1. - Toda escrita destrutiva pede confirmação, com flag para pular em ambiente não interativo.
Desenvolvimento
npm install
npm test # 295 testes, sem acesso à rede
npm run typecheck
npm run buildTypeScript strict + ESM, Node ≥ 20.19, Vitest em três projetos (servidor, ui, cli). A
suíte roda contra repositórios git locais criados em tempo de teste — nenhum teste depende de
rede nem do estado do GitHub.
Arquitetura em camadas isoladas, uma pasta por responsabilidade. Nenhuma regra de negócio vive no código de linha de comando:
src/
nucleo/ catálogo das skills, resolução de versão, busca, layout, lock, integridade
plugin/ montagem do plugin e dos manifestos, com escrita atômica
harness/ configuração de Claude Code e OpenCode, merge de settings, backup
doctor/ os quatorze verificadores e o efeito de cada achado
update/ comparação com o lock, detecção de modificação local, compatibilidade de schema
parser/ leitura do expx-schema — frontmatter, kinds, enums, descoberta e conformidade
e a leitura do índice da memox (memoria/), com falha aberta
servidor/ o painel: HTTP, websocket e o observador de arquivos (somente leitura)
cli/ linha de comando: roteamento de subcomando, flags e seleção interativa
ui/ a interface do painel (React + Vite)
docs/contrato/ os dois contratos compartilhados pelas nove skillsEste projeto foi planejado e executado com o próprio método — o plano completo, a base de
conhecimento e as decisões estão em docs/expx-cli/, e a integração da
memória em docs/memox-painel/.
Licença
MIT
