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As I was building it, I realized that I was actually using the tool to build the tool, and figured I might as well put this out there and hopefully others will find it to be a fast and useful way to search and browse npm packages as I have.

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© 2026 – Pkg Stats / Ryan Hefner

expxdev

v0.7.0

Published

CLI do metodo Expx: instala, atualiza e opera o ecossistema de skills, e sobe o painel de operacao

Readme

O CLI do método Expx — instala, atualiza e diagnostica o ecossistema de skills para Claude Code e OpenCode, e sobe o painel de operação.

Precisa apresentar o método para o seu time? A apresentação completa é um deck técnico navegável — pronto para um dev sênior ou CTO usar em reunião de engenharia, mostrando como o time passa a trabalhar com IA usando a stack Expx de ponta a ponta.

npx expxdev init

O init busca as skills que você escolher nos repositórios oficiais, empacota apenas as selecionadas como um plugin local chamado expx e configura o harness. Os comandos ficam com namespace no Claude Code (/expx:sprintx-sprints) e sem namespace no OpenCode (/sprintx-sprints).

A instalação é travada por lock; a atualização é um ato explícito. Quem clona o projeto recebe exatamente as mesmas skills que o time está usando, sem rede e sem rodar nada. Quem atualiza decide quando, vendo antes o que muda.

Logo depois do init, dentro do Claude Code:

/expx:onboarding

Sem isso, cada camada instalada roda em modo degradado na primeira vez que alguém a usa — sprintx planeja pela estrutura de pastas em vez de convenção real, runx investiga sem contexto de produto. O onboarding fecha essa lacuna antes que ela apareça no meio de um plano: veja A primeira coisa a rodar.


Índice

| | | |---|---| | O problema que o método resolve | por que existe um método, e não só um prompt melhor | | O ecossistema | as nove skills, o que cada uma faz e quando usar | | Como as peças se encaixam | o fluxo de ponta a ponta, com o diagrama | | As três camadas de garantia | skill, hook e agente — da mais fraca à mais forte | | Os dois contratos | expx-schema e expx-eventos, o que faz tudo se encaixar | | O que fica no seu projeto | cada pasta, quem escreve e quem lê | | Subcomandos · Lock e atualização · Doctor · Painel | a referência do CLI | | Anatomia do init | o que roda, em que ordem, e por quê | | /expx:onboarding | o comando que mapeia as camadas instaladas antes do primeiro plano | | A memória do projeto | o que já se sabe sobre este arquivo, antes de mexer nele | | Segurança · Desenvolvimento | limites e arquitetura interna |


O problema que o método resolve

Pedir a um agente de IA para construir uma feature funciona — até a segunda hora. O plano era vago o bastante para o agente ter que decidir sozinho no meio da implementação, então ele decide: escolhe um padrão que não é o do projeto, escreve o teste na pasta que o runner não olha, refatora três arquivos que ninguém pediu, e entrega um diff de 600 linhas em que as quatro que importam estão perdidas. Nada disso exige um modelo ruim — exige um modelo prestativo trabalhando sem as restrições que um desenvolvedor experiente aplicaria por instinto.

O método Expx é o conjunto dessas restrições, escrito. Ele parte de quatro apostas:

  1. Todo o esforço vai para o planejamento. Uma pergunta feita durante a execução é sempre uma falha da fase de planejamento. Se a ambiguidade foi eliminada antes, a execução pode ser autônoma sem virar aposta.
  2. Nada avança sem critério verificável. Task, fase e sprint têm portão de aceite binário, sem adjetivo. TDD não é sugestão: o teste vem antes, e a task só fecha com a suíte inteira verde.
  3. O escopo é travado no que a investigação provou. O que não está no plano não é tocado. Melhoria avulsa vira registro de dívida, nunca um brinde no diff.
  4. Quem implementa não aprova. O QA e a auditoria são papéis distintos, e os agentes que os executam têm acesso somente de leitura — o que transforma "aponta, não corrige" de promessa em impossibilidade técnica.

Este repositório é o centro do ecossistema: o CLI que instala e mantém as skills, e o painel que lê o que elas gravam.


O ecossistema

| Skill | O que faz | Quando usar | |---|---|---| | sprintx | Planeja e executa features novas em seis fases: ingestão → descoberta → plano → orquestrador → auditoria → execução. Todo o esforço vai para o planejamento, e a execução é autônoma porque a ambiguidade já foi eliminada. | Construir algo que não existe | | runx | A metade Run: ocorrências de manutenção em produção, em cinco estágios — investigação com causa raiz comprovada, plano, fix sob TDD, QA independente e relatórios de fechamento. | Corrigir, ajustar ou investigar o que já está no ar | | legadox | Camada que endurece o trabalho em projetos legados. Não acrescenta fase: muda o rigor de cada uma, proporcional ao raio de impacto da mudança. | Mexer em código sem testes ou sem dono | | stackx | Camada que descobre o dialeto técnico do repositório — convenções, padrões e aderência — para o código novo parecer com o que já existe. | Entrar em base desconhecida | | mergex | Versionamento, entrega e revisão: branch, um commit por task, portão de prontidão, descrição de PR, pacote de QA e abertura do pull request. | Levar o trabalho pronto até o merge | | memox | Camada de memória: indexa os artefatos já fechados — relatórios, causas raiz, decisões, QA, entregas — e responde o que já se sabe sobre um arquivo antes de alguém mexer nele. | Saber se este arquivo já quebrou antes | | prodx | Camada de produto: recebe o pedido cru, tria, verifica se o que foi pedido já existe e emite um veredito com evidência para assinatura humana. Três dos quatro vereditos encerram o pedido sem gerar código. | Decidir se vale fazer, antes de planejar | | buildx | Orquestra um projeto inteiro, da descrição ao sistema pronto: mapeia o escopo completo, decide a stack e conduz prodxstackxsprintxmergex feature a feature, recursivamente, até o fim. | Construir um sistema do zero, não uma feature isolada | | designx | Camada de design: cartografa o design system do projeto e audita conformidade visual contra ele. | Garantir consistência visual quando o projeto tem UI |

Camadas (legadox, stackx, memox, prodx, designx) sozinhas não fazem nada — elas modificam o comportamento de sprintx e runx. O CLI avisa se você selecionar uma camada sem base, mas nunca impede.

A prodx é a única que roda antes das outras: ela decide se existe trabalho; as demais tratam de como fazê-lo. Sem ela, o método planeja com rigor uma feature que não deveria existir — o desperdício mais caro de uma software house, porque passa em todos os testes.

Build e Run são a mesma disciplina

sprintx e runx não são dois métodos: são o mesmo método com gatilhos diferentes.

| | sprintx (Build) | runx (Run) | |---|---|---| | Gatilho | feature nova, planejada do zero | ocorrência num sistema em produção | | Entrada | uma ideia, um requisito | um chamado, ticket ou relato de cliente | | Estágios | F1…F6 (ingestão → execução) | E1…E5 (investigação → relatório) | | Saída | a feature entregue | a ocorrência encerrada, com dois relatórios |

As duas compartilham exatamente os mesmos contratos: base de conhecimento antes de qualquer plano, hierarquia sprint → fase → task, TDD obrigatório com no mínimo dois testes por task, critério de aceite verificável em toda transição, paralelismo declarado no plano e execução autônoma guiada por um arquivo orquestrador.

Muda o gatilho e o tamanho. Nunca o rigor.


Como as peças se encaixam

Em uma frase: prodx diz se vale fazer, stackx diz como este projeto escreve código, legadox diz o quanto ter medo, sprintx e runx fazem o trabalho, mergex entrega, e o expxdev instala todos e mostra o andamento.

A composição concreta, skill a skill:

| Quando a camada existe | O que muda na sprintx | O que muda na runx | |---|---|---| | docs/stack/CONVENCOES.md (stackx) | a ingestão lê as convenções; a descoberta transforma cada PROPOSTA em pergunta; o plano define caminho do teste, camada e padrão de erro por task, em vez de deixar para o executor; a auditoria roda a verificação de aderência | a investigação consulta o cartucho conforme o sintoma; o fix obedece o padrão de teste e o isolamento de banco | | docs/legado/PERFIL.md (legadox) | cada fase ganha rigor proporcional ao raio: caracterização antes de alterar, orçamento de diff por task, plano de reversão, aprovação humana em raio ALTO | idem, sobre os cinco estágios | | mergex instalada | abre a branch no início da F6, commita cada task, e entrega ao fim | abre a branch no início do E3, e entrega entre o E4 e o E5 | | docs/produto/ com veredito assinado (prodx) | a F1 recebe o BRIEFING.md como entrada, e o plano referencia o PD-ID de origem | o BRIEFING.md vira o 00-OCORRENCIA.md, com o tipo já classificado e o comportamento intencional já verificado |

A ausência nunca quebra. Sem CONVENCOES.md, sem PERFIL.md, sem a mergex ou sem a prodx, as outras skills se comportam exatamente como se comportariam sem elas. Insumo que não existe vira aviso do que falta — nunca invenção, e nunca um erro que trava o trabalho.

Uma regra de precedência que evita o pior colateral

stackx descreve o que deve ser seguido daqui pra frente. legadox descreve o que existe hoje, incluindo os dialetos conflitantes. Em projeto novo, só o stackx governa. Em projeto legado, na área tocada manda o padrão local descrito no PERFIL.md; o stackx governa apenas código novo, em arquivo novo.

Sem essa regra, a IA "moderniza" arquivo antigo achando que está obedecendo convenção — o colateral mais perigoso que existe, porque vem com a justificativa de estar seguindo uma regra.


As três camadas de garantia

Uma regra escrita na skill é uma instrução — e instrução é coisa que o modelo pode esquecer na task 14 de uma execução longa, justamente quando o trabalho é grande e o risco é maior. Por isso o método tem três camadas, e cada uma cobre o que a anterior não garante:

  • A skill instrui. É o método escrito: fases, contratos, regras invioláveis, templates.
  • O hook barra. Script determinístico, executado pelo harness e não pelo modelo. Roda sempre, porque não depende de ninguém lembrar.
  • O agente julga. Roda em contexto próprio, com ferramentas restritas — não vê o raciocínio de quem produziu o trabalho, e não tem como corrigir o que encontra.

Todo hook de método nasce em modo aviso

| Modo | Comportamento | Quando promover | |---|---|---| | aviso | registra no rastro, não bloqueia | estado inicial de todo hook de método | | bloqueio | barra a ação e devolve o motivo ao modelo | só depois de rodar semanas sem falso positivo |

A razão é prática: hook que dá falso positivo é desinstalado, e junto com ele vão os que funcionavam. A exceção são os hooks de segurança, que nascem em bloqueio e falham fechados — segredo commitado não tem volta, e o falso positivo ali é raro.

A promoção é decisão humana, tomada olhando as violações que o rastro acumulou. O modo de cada hook vive em .expx/hooks.json, e cada skill traz um doctor que mostra o estado atual.

Os agentes do ecossistema

| Agente | Usado por | Ferramentas | Papel | |---|---|---|---| | auditor-plano | sprintx F5 | leitura apenas | Fura o plano antes de ele virar código | | revisor-testes | sprintx, runx | leitura apenas | Responde: esse teste passaria com a implementação errada? | | qa | runx E4 | leitura + rodar suíte | Valida contra os critérios; não corrige | | investigador | runx E1, legadox | leitura + busca | Monta a base e prova a causa raiz | | cartografo | stackx, legadox | leitura + histórico | Varre o repositório e extrai convenção ou perfil |

Os agentes de veredito — auditor-plano, revisor-testes, qa — têm acesso somente de leitura. Um agente sem restrição declarada herda todas as ferramentas no Claude Code, o que destruiria exatamente a garantia que justifica o agente existir.

Hooks e agentes vivem hoje nos repositórios das skills, instalados a partir de cada um. O init monta o plugin com as skills e os comandos; a camada determinística de cada skill segue o contrato expx-eventos, documentado abaixo.


Os dois contratos compartilhados

As nove skills não se conhecem por código: elas se encontram em dois contratos escritos. É isso que permite instalar três delas e não as outras duas, atualizar uma sem tocar nas demais, ou escrever uma sexta amanhã.

| Contrato | O que padroniza | Quem escreve | Quem lê hoje | |---|---|---|---| | expx-schema v1 | o frontmatter YAML de todo arquivo de estado — plano, tasks, bloqueios, QA, relatórios | as skills | o painel | | expx-eventos v1 | o rastro append-only docs/eventos/<trabalho_id>.jsonl, e o comportamento de hooks e agentes | as skills e os hooks | as próprias skills e o doctor de cada uma |

O painel desta versão lê apenas o expx-schema — o estado. A leitura do rastro de eventos está especificada no contrato e ainda não implementada no painel.

O estado responde "onde está"; o rastro responde "o que aconteceu e quando".

---
expx_schema: 1
expx_tool: runx          # sprintx | runx — quem escreveu
kind: tasks
trabalho_id: OC-2026-0142
atualizado_em: 2026-08-29
tasks:
  - id: T-01.01
    status: concluida
    criterio_aceite: O teste falha antes do fix e passa depois
    suite: verde
---
{"ts":"2026-08-29T14:32:10Z","expx_eventos":1,"trabalho_id":"OC-2026-0142",
 "ferramenta":"runx","origem":"hook","evento":"task_concluida","fase":"e3",
 "task":"T-01.02","agente":"principal","resultado":"ok","detalhe":"suite verde, 14 testes"}

Os kinds compartilhados entre sprintx e runxorquestrador, sprint, fases, tasks, bloqueios, base_indice — são idênticos campo por campo; o campo expx_tool diz qual das duas escreveu. A máquina lê o YAML e o JSONL; a pessoa lê a prosa abaixo deles.

Uma consequência que não estava prevista: o rastro dá o esforço real por task sem ninguém anotar nada, e é isso que calibra a estimativa da sprintx nas features seguintes.


O que fica no seu projeto

<trabalho_id> é o mesmo identificador em todas as skills: o <slug-da-feature> da sprintx ou o <OC-ID>-<slug> da runx. Um trabalho, um nome, do plano até a entrega — é o que permite ao painel juntar o plano, o raio de impacto, a entrega e o rastro numa linha do tempo só.


Subcomandos

| Comando | O que faz | |---|---| | expx init | Instala as skills escolhidas neste projeto | | expx panel | Sobe o painel de operação lendo o docs/ do projeto | | expx add <skill...> | Acrescenta skills à seleção e remonta o plugin | | expx remove <skill...> | Remove skills da seleção e remonta o plugin | | expx update [skill...] | Atualiza as skills instaladas | | expx doctor | Diagnostica uma instalação quebrada |

O painel funciona sem init: ele não precisa de nada instalado.

Flags do init

A seleção é feita por flag — a escolha é declarativa, o que faz a mesma linha servir ao seu terminal e ao CI:

npx expxdev init --skills sprintx,runx,mergex --harness claude,opencode --yes

| Flag | Efeito | |---|---| | --skills <lista> | Skills a instalar, separadas por vírgula. Repetível | | --harness <lista> | claude, opencode, ou os dois. Padrão: claude | | --yes / --sim | Aplica sem exigir terminal interativo |

Todas aceitam também a forma --flag=valor.

Sem terminal interativo e sem --yes, o init imprime o que instalaria e sai sem escrever nada — é o modo de simulação, e é o que protege um CI de escrever por engano.

A seleção interativa — escolher as skills numa lista, em vez de digitá-las — está planejada e ainda não implementada; o plano vive em docs/selecao-interativa-init/. Hoje o init não faz nenhuma pergunta: com --yes ou com TTY, ele aplica direto.


Anatomia do init, passo a passo

Para cada skill selecionada, em ordem:

  1. Resolve a versão alvo. Busca a maior tag de versão semântica do repositório — comparando número a número, porque ordenar como texto colocaria v1.10.0 antes de v1.2.0. Pré-lançamento (-rc.1) é ignorado: não é versão publicada. Sem nenhuma tag, cai para a branch padrão e avisa explicitamente que aquela skill não está travada.
  2. Busca o conteúdo com git clone --depth 1 --branch <referência> — clone raso, usando o git do sistema. É de propósito: assim ele aproveita a credencial já configurada na máquina (repositório privado funciona sem CLI nenhum saber de token) e não esbarra em limite de requisição de API.
  3. Detecta o layout. Os repositórios das skills não têm todos a mesma forma: alguns trazem a skill embutida em .claude/skills/<nome>/, outros numa pasta skill/ na raiz. O CLI não assume caminho: procura o SKILL.md mais raso e adota a pasta dele como raiz, depois confere que o name: do frontmatter é mesmo a skill pedida. Um layout novo passa a funcionar sem tocar nesta camada.
  4. Verifica os caminhos. Recusa qualquer skill que referencie caminho fora da própria pasta — a razão está logo abaixo.
  5. Calcula o hash de cada arquivo e registra no lock, junto com repositório, referência, commit e a data de resolução.

Uma skill que falha não derruba as outras: o erro dela é reportado nominalmente e o init segue com as demais. Você fica sabendo exatamente qual não entrou e por quê.

Só depois do loop é que a escrita acontece, e ela é atômica: a montagem inteira ocorre numa pasta temporária ao lado do destino — não em /tmp, porque rename só é atômico dentro do mesmo sistema de arquivos — e é trocada por rename ao final. Se falhar no meio, o .expx/ anterior é devolvido ao lugar e permanece intacto.

Por fim, o harness é configurado: .claude/settings.json é mesclado — com backup datado, preservando todo o resto, e recusando-se a "consertar" JSON inválido — e o .opencode/ é materializado se você escolheu o OpenCode.

Sobre o registro do plugin. Declarar o marketplace no settings.json do projeto não instala o plugin — isso foi verificado em execução, não presumido da documentação. O init chama claude plugin marketplace add e claude plugin install. Como esse registro grava um caminho absoluto na configuração do usuário, ele não viaja no commit: cada pessoa roda expx init na própria máquina. Sem o binário claude no PATH, o .expx/ é montado normalmente e o CLI imprime os dois comandos para você rodar à mão.


A primeira coisa a rodar depois do init

/expx:onboarding

stackx, designx, legadox, memox e prodx sabem cada uma mapear a própria camada — stackx descobre o dialeto técnico do repositório, designx cartografa o design system, legadox perfila um projeto legado, memox indexa os artefatos já fechados, prodx monta o contexto de produto. O que faltava era quem decidisse, na primeira vez que alguém abre um projeto com várias camadas instaladas, o que já foi mapeado, o que falta, e em que ordem rodar o resto — em vez da pessoa descobrir isso comando por comando.

É um comando fixo do plugin, não de uma skill: não pertence a nenhuma camada, porque só orquestra as que já existem. Ele nunca reimplementa o critério de detecção de nenhuma delas — só lê o artefato que cada uma produz e chama o comando de verdade.

O que ele faz, em ordem

  1. Descobre o que está instalado, entre as cinco camadas que produzem mapeamento inicial — runx, sprintx, mergex e buildx nunca entram nesta lista, porque elas só consomem o que essas cinco geram.
  2. Verifica o que já foi mapeado, pela presença do artefato de cada camada (docs/stack/CONVENCOES.md, docs/design-system/DESIGN-SYSTEM.md, docs/legado/PERFIL.md, .expx/memoria/indice.json, docs/produto/PRODUTO.md). Camada já mapeada nunca é sobrescrita — redetecção é trabalho de cada camada (/stackx-atualizar e equivalentes), não deste comando.
  3. Monta a fila só com o que é pendente, na ordem de dependência: prodxstackxdesignxlegadoxmemox. designx só entra com sinal de UI no projeto; stackx só com sinal de código de verdade; legadox pergunta uma vez, porque legado é decisão de quem conhece o projeto — nenhuma evidência de código prova isso sozinha.
  4. Executa uma camada de cada vez, nunca em paralelo: uma pode se apoiar no que a anterior deixou (designx referencia stackx, por exemplo). Uma camada que falhar é registrada e não derruba as outras.
  5. Fecha com uma tabela-resumo — instalada, estado antes, ação tomada, artefato gerado — e uma linha dizendo o que mudou: as camadas mapeadas passam a valer de verdade para sprintx, runx e mergex na próxima vez que alguém trabalhar no projeto.

Onde ele vive. nucleo/commands/onboarding.md neste repositório — copiado sempre para commands/ na raiz de todo plugin montado, junto com as skills selecionadas, do mesmo jeito que o resto do nucleo/ viaja por cópia. Por isso /expx:onboarding está disponível mesmo que você não tenha escolhido nenhuma camada de mapeamento: nesse caso ele só avisa, em uma linha, que não há nada para orquestrar.


Versão, lock e atualização

O expx-lock.json guarda, por skill: o repositório, a referência resolvida, se ela está travada em versão publicada, o commit exato, a data e o hash de cada arquivo. É esse último campo que permite detectar modificação local sem consultar a rede.

O que o update faz

  1. Descobre a versão alvo de cada skill instalada
  2. Compara com o lock — skill já em dia é reportada e não é tocada
  3. Detecta modificação local: se os arquivos divergirem do lock, não sobrescreve
  4. Mostra o resumo por skill: versão atual, versão nova, e o que mudou
  5. Bloqueia skill que exija uma versão de expx-schema maior que a suportada
  6. Pede confirmação e aplica
  7. Remonta o plugin do zero, reescreve o lock e valida

| Flag | Efeito | |---|---| | (sem argumento) | Atualiza todas as skills instaladas | | <skill...> | Atualiza apenas as nomeadas | | --check | Só mostra o que mudaria, não aplica nada | | --to <ref> | Fixa uma skill numa tag ou commit específico — exige nomear exatamente uma skill | | --yes / --sim | Aplica sem exigir terminal interativo |

A aplicação remonta o plugin do zero com a seleção inteira do lock, em vez de editar a árvore montada. É mais lento e é de propósito: editar no lugar deixa arquivo órfão quando uma skill encolhe entre versões.

--latest é aceito pelo parser mas hoje não altera o comportamento — a resolução segue sempre a maior tag, ou a branch padrão quando não há tag.

Rollback. Como .expx/ é commitado, desfazer uma atualização é revertê-lo pelo versionador (git checkout -- .expx). O update diz isso em toda execução que aplica.


O que o doctor verifica

npx expxdev doctor

Quatorze verificações, cada uma com severidade e correção sugerida. Achado de severidade aviso não derruba a saída; erro sim.

| Verificação | Severidade | |---|---| | .expx/ existe | erro | | lock legível | erro | | lock não é de uma versão futura do CLI | erro | | plugin.json válido | erro | | marketplace.json válido | erro | | skill do lock presente em disco | erro | | nenhuma skill referencia caminho fora da própria pasta | erro | | .claude/settings.json presente | erro | | plugin habilitado no settings.json | erro | | sem colisão de nome entre Claude Code e OpenCode | erro | | hook instalado tem o motor da skill ao lado | erro | | .gitignore não ignora o .expx/ | erro | | disco não divergiu do lock (modificação local) | aviso | | skill travada em versão publicada | aviso |

Por que "hook sem motor" é erro. Todo caminho de falha dos hooks do memox termina em exit 0, de propósito: falha aberta nunca trava o prompt de quem está trabalhando. O preço é que uma instalação quebrada fica indistinguível de um projeto sem artefatos — silêncio dos dois lados. O doctor é o único lugar onde a diferença aparece.

Por que "caminho fora da própria pasta" importa. Ao instalar, o Claude Code copia o plugin para ~/.claude/plugins/cache/<marketplace>/<plugin>/<versão>/, e só a pasta do plugin vai junto. Qualquer ../ dentro de uma skill sai da árvore copiada e deixa de resolver — silenciosamente. O CLI recusa instalar uma skill assim, tanto no init quanto no doctor.


O painel

npx expxdev panel

Lê a pasta docs/ do projeto, descobre os trabalhos gravados pelas skills e mostra no navegador o que foi planejado, o que está em execução, o que travou e o histórico do que já foi entregue. Ele lê o estado gravado sob o contrato expx-schema: o frontmatter YAML de cada arquivo de plano, task, bloqueio, QA e relatório.

Somente leitura, e não só por convenção. Qualquer requisição que não seja GET recebe 405 com a mensagem o painel e somente leitura. O servidor escuta exclusivamente em 127.0.0.1 — o host é constante no código, sem flag, opção ou variável de ambiente que mude isso.

Ele observa o docs/ e atualiza sozinho: quando um arquivo muda, o navegador recebe o estado novo por websocket, sem recarregar a página. A cada mudança o projeto é relido inteiro, não em pedaços — as regras de conformidade cruzam referências entre arquivos, e uma leitura parcial produziria violação falsa.

O que ele reconhece

O painel não varre todo .md do projeto: procura os nomes de arquivo do contratoORQUESTRADOR.md, tasks.md, fases.md, sprint.md, 01-CAUSA-RAIZ.md, QA.md, tecnico.md, uso.md e os demais. A razão é que muitos .md legítimos não têm frontmatter, e varrer por extensão encheria a tela de "fora do schema" com ruído.

Um trabalho é uma pasta com ORQUESTRADOR.md de frontmatter válido — a regra é sobre o conteúdo, não sobre o caminho. Pasta sem orquestrador é ignorada em silêncio.

Além do estado, o painel lê o índice da memox, quando ele existe, e o mostra na seção Memória — o que já se sabe sobre cada arquivo antes de alguém mexer nele. Ele não observa .expx/: é lá que o índice é gravado, e observá-lo faria a reindexação realimentar a recarga da tela sem dado novo nenhum.

Ele também aponta violações do método

Além de mostrar o andamento, o painel confere o que leu contra as regras do método e lista o que não bate:

| Violação | O que significa | |---|---| | teste_ausente | task sem teste de integração ou funcional declarado | | regressao_ausente | ocorrência do tipo bug sem o teste que reproduz | | concluida_sem_verde | task marcada como concluída sem a suíte verde | | paralela_com_dependencia | task declarada paralelizável mas com dependência aberta | | sem_criterio_saida | fase ou sprint sem critério de saída | | dependencia_inexistente | task que depende de um id que não existe | | ciclo_dependencia | duas ou mais tasks que se esperam em círculo | | estagio_incoerente | estágio declarado que não combina com o estado dos arquivos | | bloqueio_antigo | bloqueio parado há mais dias que o limite configurado |

A distinção importa e tem duas telas separadas:

  • Violação — o painel leu o arquivo, e o conteúdo desobedece uma regra do método. Isso é um achado sobre o trabalho.
  • Rejeição — o painel não conseguiu ler: sem frontmatter, YAML inválido, kind desconhecido, ou versão de schema mais nova que a suportada. Isso é um achado sobre o arquivo, e ele fica de fora do painel até ser corrigido.

Cada regra tem escopo estreito de propósito, porque violação falsa é pior que violação ausente: regressão não é cobrada de trabalho da sprintx nem de ocorrência que não é bug, e critério de saída não é exigido de fase que não o declara por não existir.

| Flag | Padrão | O que faz | |---|---|---| | --porta <n> | 4000 | porta do servidor local | | --dir <caminho> | ./docs | pasta de documentação a observar | | --no-open | — | não abre o navegador | | --dias-bloqueio <n> | 7 | dias a partir dos quais um bloqueio é antigo |


A memória do projeto

Uma software house resolve o mesmo tipo de problema repetidamente. Bug de arredondamento numa faixa de peso hoje; bug parecido no cálculo de comissão em três meses. Quem lembra do primeiro resolve o segundo em vinte minutos — e quem não lembra não sabe que deveria perguntar.

A memox resolve isso indexando o que as outras skills já gravaram. Ela é um índice invertido, não uma busca semântica: a pergunta real não é "o que é parecido com isto", é "quem já mexeu neste arquivo e por quê" — e isso é uma string exata. Resposta de índice aponta artefato e data, então dá para abrir e conferir; recuperação semântica erra em silêncio, devolvendo algo plausível com a mesma confiança do certo.

O índice fica em .expx/memoria/indice.json, é local e gitignorado, e se reconstrói do zero a qualquer momento:

python3 .claude/skills/memox/assets/memox.py indexar

O que o painel mostra

A seção Memória do painel lê esse índice e mostra quatro coisas:

| Seção | O que responde | |---|---| | Arquivos de risco | quais arquivos acumulam sinal, ordenados por regressões, depois reprovações de QA, depois número de trabalhos | | Regressões | onde um trabalho reabriu o que outro já tinha alterado — com a evidência e os dois artefatos de origem | | Coincidências de arquivo | vínculos que não viraram regressão, com o motivo | | Artefatos contaminados | onde o memox detectou segredo, para você ir corrigir na origem |

A ordenação por regressão, e não por movimento, é deliberada: um arquivo central é tocado por dezenas de trabalhos sem nunca ter falhado. Ordenar por contagem colocaria justamente ele no topo, enterrando embaixo o arquivo que já quebrou duas vezes.

Coincidência não vira regressão por parecer plausível. Um vínculo só é registrado como regressão quando as três condições valem juntas: um arquivo apontado pela causa raiz do trabalho posterior está entre os que o anterior alterou; a ordem cronológica está estabelecida; e a causa do posterior é comprovada, não hipótese. Faltando qualquer uma, o vínculo aparece na tabela de coincidências com o motivo escrito — é isso que impede o sinal mais valioso do índice de virar ruído.

Esta seção não respeita o filtro de período, ao contrário das demais. O valor do sinal é justamente o antigo: um arquivo que regrediu há dois anos continua sendo um arquivo que regride.

Quando não há índice

Este é o caso comum, não um erro: o índice é local e não vai para o repositório, então um clone recém-feito não tem nenhum. A tela mostra o comando que o gera e não reclama de nada. O painel nunca invoca o motor — ele é Python, roda fora do painel, e o painel é somente leitura.

Índice corrompido (lido no instante em que o motor o reescreve) ou gravado numa versão de formato desconhecida cai no mesmo estado: a memória fica vazia, o resto do painel segue funcionando. Degradar mostrando, nunca quebrar.

Segurança e limites

  • Nunca pede nem armazena credencial. Repositório privado usa a credencial de git já configurada na máquina.
  • Nunca escreve fora da raiz do projeto.
  • Nunca escreve uma skill. O CLI busca e empacota; jamais edita conteúdo de skill.
  • Escrita atômica. A montagem acontece em pasta temporária e é trocada por rename ao final: se falhar no meio, o .expx/ anterior permanece intacto.
  • O painel é somente leitura, e escuta apenas em 127.0.0.1.
  • Toda escrita destrutiva pede confirmação, com flag para pular em ambiente não interativo.

Desenvolvimento

npm install
npm test          # 295 testes, sem acesso à rede
npm run typecheck
npm run build

TypeScript strict + ESM, Node ≥ 20.19, Vitest em três projetos (servidor, ui, cli). A suíte roda contra repositórios git locais criados em tempo de teste — nenhum teste depende de rede nem do estado do GitHub.

Arquitetura em camadas isoladas, uma pasta por responsabilidade. Nenhuma regra de negócio vive no código de linha de comando:

src/
  nucleo/     catálogo das skills, resolução de versão, busca, layout, lock, integridade
  plugin/     montagem do plugin e dos manifestos, com escrita atômica
  harness/    configuração de Claude Code e OpenCode, merge de settings, backup
  doctor/     os quatorze verificadores e o efeito de cada achado
  update/     comparação com o lock, detecção de modificação local, compatibilidade de schema
  parser/     leitura do expx-schema — frontmatter, kinds, enums, descoberta e conformidade
              e a leitura do índice da memox (memoria/), com falha aberta
  servidor/   o painel: HTTP, websocket e o observador de arquivos (somente leitura)
  cli/        linha de comando: roteamento de subcomando, flags e seleção interativa
ui/           a interface do painel (React + Vite)
docs/contrato/  os dois contratos compartilhados pelas nove skills

Este projeto foi planejado e executado com o próprio método — o plano completo, a base de conhecimento e as decisões estão em docs/expx-cli/, e a integração da memória em docs/memox-painel/.


Licença

MIT